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“Ainda não me acostumei com essa realidade”, afirma Marília Mendonça

“Ainda não me acostumei com essa realidade”, afirma Marília Mendonça

Por: Cristiane Bomfim | Data: 1 de maio de 2017

Imagens do primeiro, do segundo e do terceiro show de Marília Mendonça antecedem a entrada dela no palco gigantesco montado no sambódromo de Manaus, no estado do Amazonas. As luzes acendem. Fogos de artifício iluminam o céu. Ela surge vestida de branco para um público de 40 mil pessoas que gritam e tiram fotos com celulares de maneira frenética. A cantora sorri e por alguns instantes silencia ao olhar aquele mar de gente a sua frente. Em pouco mais de uma hora de gravação, são duas pausas para um choro emocionado. “Você olha do palco e não vê uma pessoa com a mão abaixada. É a galera cantando com você. Eles dão muito valor à música sertaneja”, justificou.

Com o nome “Realidade“, o segundo trabalho de Marília Mendonça foi gravado 462 dias após o primeiro show da carreira em um cenário muito diferente do álbum que fez com que o Brasil se rendesse ao vozeirão e às letras sofridas da menina de 21 anos: do banquinho e microfone em um estúdio para a grandiosidade de uma superprodução com luzes de LED, direção musical assinada por Eduardo Pepato e direção de vídeo de Fernando Catatau. Afinal, agenda lotada, luzes no palco, flashs de celulares e câmeras fotográficas profissionais, especulações sobre sua vida pessoal e profissional e disputa por entrevistas têm sido a realidade de Marília Mendonça desde que suas músicas ganharam as rádios, os serviços de música sob demanda (como Spotify e Deezer), internet (YouTube, por exemplo) e conquistaram uma multidão.

As músicas de Marília Mendonça, que como “Infiel” normalmente tratam dos fracassos amorosos do dia a dia, estão entre as mais tocadas nas rádios. A cantora tem um dos melhores cachês da música brasileira da atualidade. Recebe convites para anunciar marcas, para colocar sua voz em músicas de outros artistas. É disputada pelos programas de TV, pelos produtores musicais, pelos compositores, pelos contratantes.

Os fãs também querem estar por perto, tirar foto, contar ‘causo’ e saber a opinião da cantora sobre todas as coisas do mundo. “Sempre tive o sonho de cantar o cotidiano das pessoas. Sempre escrevi letras que contam as histórias das pessoas. Não são histórias inventadas”, explicou Marília Mendonça em coletiva de imprensa realizada no início do ano em São Paulo para o lançamento do novo projeto. E esta é a parte da realidade que a jovem ainda não conseguiu assimilar. A nova realidade inclui ainda a falta de privacidade, turnês extensas e semanas longe de casa, da família e dos amigos e poucas horas de sono.

“Sou uma criança ainda. Tenho 21 anos de idade com cabeça de dez. Ainda não consegui entender nada do que aconteceu porque não tive tempo para isso. E isso me assusta. Às vezes a responsabilidade é muito grande”, confessou. O fato de ser tratada como celebridade, de ter se tornado uma formadora de opinião, de ter que pensar duas vezes antes de falar alguma coisa ou escrever nas redes sociais ainda a incomoda. “Por exemplo, eu faço um post no Instagram expressando a minha opinião sobre alguma coisa, como eu fazia antes. E na mesma hora eu vejo os comentários positivos ou negativos e o negócio já está em todos os sites e blogs de fofoca”.

14/03/2017 – Marília Mendonça em coletiva de imprensa para lançamento do DVD Realidade (foto: Rosa Marcondes)

E a personalidade forte de Marília foi sendo construída na infância e nos bastidores da música sertaneja. “Minha mãe não teve muita sorte com o último marido, que abandonou a casa. Então, desde os 14, 15 anos eu luto e tenho a minha família aqui no meu ombro, porque eu sempre quis cuidar. Sempre trabalhei para isso”. Filha de pais separados e com um irmão de 16 anos, a cantora começou a compor aos 12 anos por paixão e com o sonho de que a música pudesse ajudar a pagar as contas – “Minha Herança”, gravada por João Neto & Frederico, foi sua primeira composição. Viu de perto o machismo – estrelado principalmente por mulheres – que circulava nos backstages. Em uma oportunidade, disse ao Música Popular Sertaneja que quem mais a ajudou a crescer na carreira foram os homens. “A maioria das mulheres torcia o nariz e falava mal nas costas”.

Marília Mendonça é curta e direta. Nem sempre consegue medir as palavras. E um dos temas mais abordados em suas músicas é a traição, que ela enche a boca para dizer que acha errado. A opinião sobre o assunto está explicita nos nomes das faixas 3 e 5 do DVD: “Traição Não Tem Perdão” e “Amante Não Tem Lar”, respectivamente. As duas foram escritas por ela em parceria com seu amigo de vida e composição Juliano Tchula. A cantora diz que no DVD “Realidade” mudou a ponto de vista nas letras: a mulher passou de traída a traidora. Mas o resultado é sempre o mesmo: sofrimento.

A pessoa que trai não é inocente de forma alguma e foi isso que eu quis mostrar nessa música (“Traição não Tem Perdão”, que tem mais de 37 milhões de views no YouTube). Eu me coloquei no papel da amante e quis mostrar que o parceiro traído não precisava fazer nada comigo porque a vida já ia fazer. Conheço muitas histórias de pessoas que são amantes e nenhuma delas terminou bem”, afirmou Marília.

A cantora de Goiás – que nasceu em Cristianópolis, cidade goiana com menos de 5 mil habitantes – conta que o principal cuidado para a escolha das 18 faixas inéditas do DVD Realidade foi não repetir histórias do álbum anterior. “O novo disco não tem tantas histórias reais que aconteceram comigo. São histórias de pessoas que eu conheço. O que dá certo mesmo no Brasil é a história que deu errado. E como eu tenho muitos amigos, ouço muitas histórias”, pontua ela para explicar que prefere sim música de amor que deu errado – para um dos lados – do que as que têm final feliz. É o caso de “Sofrendo por 3”, “Não Casa Não” e “Até o Tempo Passa”.

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