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George Henrique e Rodrigo comemoram DVD “Ouça com o coração” e afirmam que agora estão preparados para o sucesso

George Henrique e Rodrigo comemoram DVD “Ouça com o coração” e afirmam que agora estão preparados para o sucesso

Por: Cristiane Bomfim | Data: 5 de setembro de 2016

George Henrique & Rodrigo sabem hoje exatamente qual lugar ocupam na música sertaneja. A dupla que se destaca pela perfeita combinação entre a primeira e a segunda voz e pelo cuidado com a escolha do repertório – que tende para o romântico – ainda não está entre as mais tocadas. No entanto, os irmãos estão entre os poucos que caminham em direção a uma carreira sólida e dizem que agora – cinco anos depois da gravação do DVD “Esquenta pra Balada”, o primeiro DVD – estão preparados para o sucesso.

Hoje estamos preparados para o sucesso. Sabemos o que é, o que acontece, em que momento pode acontecer, o que tem que trabalhar, de onde vem o merecimento. E, realmente, se a primeira música que gravamos tivesse estourado, nós não estaríamos prontos. Não seria legal. Talvez nós tivéssemos acabado com a nossa carreira ou ainda brigado. Acho que daríamos mais trabalho para todo mundo”, contou Rodrigo ao Música Popular Sertaneja em entrevista exclusiva feita no final de julho no escritório da dupla em São Paulo e que você vai ler na íntegra aqui embaixo.

Com cerca de 13 shows por mês, eles têm a carreira administrada pela World Show, mesmo escritório de Bruno e Marrone. Estão trabalhando na divulgação das músicas do segundo DVD “Ouça com o Coração”, gravado em novembro do ano passado na Áudio Club, na zona oeste de São Paulo.

Orgulhosos do resultado do trabalho que teve a assinatura de Eduardo Pepato na produção musical e direção de vídeo de Fernando Trevisan (o Catatau), George Henrique & Rodrigo dizem não ter pressa para pensar em um próximo projeto. “Ouvimos perto de 3 mil músicas. E demoramos tanto tempo para gravar justamente por conta do repertório. Não queríamos que ele fosse descartável. E ele não é. Tem muita música para ser aproveitada”, disse George Henrique.

“Ouça com o Coração” é um DVD de inéditas. Ele reúne 19 faixas e as participações de Bruno & Marrone (em “Quero Saber”), Henrique & Juliano (em “Seu Oposto”) e Jorge & Mateus (em “Deixa eu Voar”). A surpresa maior fica pelo fato do pai dos cantores – George Rodrigues – dividir os microfones na faixa “Eu Te Agradeço Senhor”.

Como George Henrique & Rodrigo dizem na entrevista, o novo trabalho tem músicas de uma série de compositores. No entanto, chama atenção a dupla João Gustavo e Murilo que assina nada mais, nada menos que cinco faixas – com ou sem outros compositores: “Seu Oposto”, “Desisto ou Insisto”, “Deixa eu Voar”, “Tá Cabendo Eu” e “Covardia”. Já George Henrique é o responsável pela letra de quatro canções: “Ouça com o Coração”, que dá nome ao projeto, “Quando Amanhecer”, “Comigo Não” e “Receita de Amar”, que foi regravada.

George Henrique e Rodrigo

(foto: Cristiane Bomfim | agosto de 2016)

Como foi a escolha de São Paulo, do repertório e dos convidados?

George Henrique: Escolhemos São Paulo por uma questão de logística. Queríamos gravar em Goiânia. É nossa terra. Só tínhamos um trabalho gravado em Goiânia, mais simples, e nós queríamos gravar uma coisa mais bacana e mais elaborada na nossa cidade. Mas não tinha como gravar em Goiânia porque todos os espaços já foram saturados de DVD, muita gente gravou em tudo quanto é lugar, em todas as boates. A maioria das casas noturnas já tinham sido usadas. Não tinha novidade e nós então pensamos em Uberaba porque fica perto de Goiânia e o povo gosta muito da gente. Nós também não teríamos problema de público frio no DVD. Mas não tinha como por causa da logística. Ficaria caríssimo levar os equipamentos, as estações de gravação. Aí o Rodrigo (empresário) dizia que nós tínhamos que gravar em São Paulo, que era aqui que tinham as casas noturnas.

Rodrigo: Resumindo um pouco. Adoramos um monte de cidade, mas na verdade o Rodrigo nos fez pensar no seguinte: hoje o que manda no DVD é o repertório, são as músicas. Tem muita gente grava em um puta cenário e não faz sucesso como outras que gravam no quintal de casa e o negócio dá certo. O que manda é a música, como estamos vendo hoje. Vários DVDs pequenos com muito repertório e vários DVDs grandes sem repertório. E o Rodrigo falou da Áudio (em São Paulo). E ele colocou na nossa cabeça essa coisa de esquecer o local, e nos preocupar com o que tínhamos de melhor.

George Henrique: Ele disse que o importante era ter um cenário bonito para que as pessoas conhecessem e aqui em São Paulo tinha esse cenário.

Rodrigo: E o cenário já estava aqui, o produtor já estava aqui. Estava tudo aqui e nós íamos gastar menos porque para nós foi um investimento bem alto, porque o DVD era maior também.

Em que momento vocês entenderam que ia dar certo?

George Henrique: Quando eu fui na casa.

Rodrigo: Quando eu vi a casa, entendi que seria muito difícil achar aquela estrutura pronta em alguma outra cidade do Brasil. O tamanho era certo para o nosso tamanho. Não era nem grande e nem pequena. Era um espaço bonito, que recebe bandas de fora e um lugar que ninguém tinha gravado um DVD. E seriamos os primeiros a gravar ali e o Catatau (Fernando Trevisan, diretor de vídeo) quando olhou, falou: “Nossa isso vai dar para fazer um cenário muito bonito, muito diferente. Já está pronto, eu só preciso organizar”. Já tinha entrada para o caminhão, era tudo mais simples e mais barato. Resumindo é assim: em outro lugar nós gastaríamos mais e não faríamos um DVD tão grandioso.

Como foi a escolha do repertorio? O que vocês ouviram antes?

George Henrique: Acho que ouvimos perto de 3 mil músicas. Alguns dias ouvimos quatro duplas tocarem. Temos preferência em ouvir as duplas ao vivo porque é diferente.

Rodrigo: É melhor porque tem gente que é só compositor e não é cantor.  Às vezes ele não canta bem e se ele manda um áudio pode ficar muito bagunçado, você não consegue entender. Ao vivo, mesmo ele não sabendo cantar, ele consegue passar a ideia e a energia da música. Vários ficavam escrevendo enquanto estavam esperando e saíram coisas muito boas.

George Henrique: E tinha também aqueles que lembravam de uma música quando estavam com a gente. Então ouvimos muita música aqui, muitas duplas do Pepato. Ficamos um ano ouvindo música.

Então vocês ficaram um ano pensando no projeto?

Rodrigo: Ninguém tinha falado: “vamos gravar o DVD”. Estávamos procurando singles e algumas músicas para gravar. Tanto é que só fechamos o repertório quando estava bem perto da data da gravação.

Tem algum compositor que é a cara de vocês? Quem são os compositores favoritos de vocês?

Rodrigo: Para ser sincero eu não tenho um compositor favorito. Hoje em dia gosto de muitas músicas de vários compositores. E eu sempre peguei duas desse cara, uma ou duas de outro cara. Não gosto de dar nome aos bois porque realmente este DVD está muito eclético. Se eu dissesse que o álbum tem dez músicas de um cara era outra coisa, mas o DVD está muito eclético no quesito compositores. Apesar de que o João Gustavo e o Murilo escreveram umas três músicas que estão entre as minhas favoritas no DVD: a que a estamos trabalhando agora, uma que já trabalhamos – que é “Desisto ou Insisto”. Pode ter sido uma coincidência…

George Henrique: Os caras tiram no papelzinho. É sério. Eles juntaram uns oito moleques lá no Pepato. Aí tiraram no papelzinho e formaram os trios ou quartetos para compor. Os caras compõem em escala industrial. Eu fiquei chocado. Porque eu faço uma música a cada três meses. Isso é a prática. Eu fiquei com vergonha por não praticar.

George Henrique, você gosta de compor?

George Henrique: Eu gosto muito. Só que eu sou muito autocrítico. Quem já esteve perto de mim enquanto eu estava escrevendo só viu papel voando. Bom é lixo. Mais ou menos eu não quero. Eu ouço a opinião dos outros, mas se você quer me matar é quando eu estou cantando a música, eu estou lendo a sua feição. Eu leio os seus sinais. E quando você começa a forçar o interesse só para ser educado, eu fico puto. Eu paro no meio da música.

E as participações? O DVD tem Bruno e Marrone, Jorge & Mateus e Henrique & Juliano. Como foi a escolha?

George Henrique: O povo ficou com medo porque achou que Jorge & Mateus e Henrique & Juliano não iam. Nós sabíamos que eles iam porque somos amigos deles. Mas este foi o primeiro DVD em que Henrique & Juliano e Jorge & Mateus participaram juntos. As pessoas não apostavam porque achavam que tinha rixa entre eles e onde um participava o outro não ia. Quem cria isso são os empresários. Ontem, na estrada, vendo o DVD eu chorei. Não sei se era porque eu tinha tomado umas latinhas a mais (risos). Me emociona ver o making of do DVD.  E ficou muito massa. Realmente trouxemos os nossos amigos.

Rodrigo: Não podemos ser hipócritas. É logico que nomes como Jorge & Mateus e Henrique & Juliano dão visibilidade, mas eles são nossos amigos de Goiânia e de muito tempo atrás. Sempre que dá nos encontramos. Mas que bom que eles estão no topo.

George Henrique: Dupla famosa é um outdoor ambulante. Então, os fãs deles acabam conhecendo a gente. Temos hoje muitos fã clubes do Henrique & Juliano e Jorge & Mateus que estão acompanhando o nosso trabalho. Isso ajuda a divulgar. Mas acho errado dupla que acredita que as participações vão ajudar a estourar. Não é participação que faz artista estourar. O que estoura é música boa, sabe? É carisma. É profissionalismo.

Como vocês trabalham a marca de vocês? Como vocês se vendem?

George Henrique: Estamos no escritório mais pica da galáxia. Tem o Augusto, a Silvia (ambos do escritório Textos Mais Ideias, de assessoria de imprensa), que trabalham muito por nós. Nessa área de mídia, eles trabalham certinho, planejado, não ficam nos jogando em qualquer canto, sabe? Hoje aprendemos a entender muita coisa que não conhecíamos. Antes tinha muito conflito da nossa parte. Achávamos que televisão era uma coisa que a gravávamos quando queríamos, que não tínhamos obrigação de ir em rádio. Nós culpávamos eles porque estávamos demorando para aparecer na TV. Hoje nós sabemos que a responsabilidade é nossa, que temos que melhorar o repertório e melhorar o produto para chamar atenção (da imprensa). Eles são o marketing do produto.

E como vocês se comportam nas redes sociais? Porque não adianta nada sua equipe fazer tudo certo e vocês falaram besteira ou se comportarem de forma inadequada, né?

GH: Eu busco ser o mais real possível. Não forço a barra, mas tenho a preocupação de manter meu Instagram sempre atualizado.

Vocês têm noção que vocês são exemplo e que tudo o que vocês falam, fazem ou postam pode ser noticiado, criticado ou elogiado?

George Henrique: Tem que ficar bem claro que nós também somos seres humanos. Acredito que o artista consegue educar seu público se ele for respeitoso, sincero e coerente. As pessoas não vão ficar chocadas com certas coisas se elas souberem quem você é. Agora, se você faz uma coisa e daqui a pouco muda do nada, as pessoas acabam estranhando.

Rodrigo: Ninguém vai assustar se me ver com uma carteira de paiero no bolso, mas é o que você disse… somos exemplos e eu não preciso ficar postando mil fotos fumando.

George Henrique: Eu não discuto com fã, eu argumento. Faço questão de comentar o que as pessoas dizem. Por exemplo, se eu posto uma foto fazendo uma leitoa assada na fazenda e alguém comenta que eu matei o bichinho, eu vou lá e explico. Se eu vejo que a pessoa não vai entender, acabo deixando para lá.

O que mudou em vocês do primeiro DVD para cá? Tanto na carreira quanto no comportamento.

Rodrigo: Acho que a palavra que explica é a maturidade. Em todos os quesitos. Hoje estamos preparados para o sucesso. Sabemos o que é, o que acontece, em que momento pode acontecer, o que tem que trabalhar, de onde vem o merecimento. E realmente se a primeira música que gravamos tivesse estourado, nós não estaríamos prontos. Não seria legal. Talvez nós tivéssemos acabado com a nossa carreira ou ainda brigado. Acho que daríamos mais trabalho para todo mundo. Hoje nós entendemos qual é o papel de cada um e o quanto isso é um esforço do grupo. O quanto as pessoas dependem do nosso trabalho na estrada e o quanto nós ralamos. Sabemos que não é fácil, que os trabalhos estão interligados. Nós precisamos da nossa equipe.

George Henrique: Entendemos que se não formos interessantes para TV, não vamos aparecer.

Rodrigo: Aprendemos a andar bem arrumados, que temos que ser legal com todo mundo sem sermos forçados. Sempre fomos humildes e gente boa, mas temos que mostrar isso. Não adianta ficar no meu canto calado, que todo mundo vai achar que eu sou metido. Acho que maturidade tem a ver com tudo o que aprendemos nesse tempo.

Então, vocês acham que se tivessem estourado lá atrás não daria certo?

George Henrique: Acho que não. Ou então, nós íamos sofrer muito. Eu não acho que íamos botar tudo a perder porque temos boa índole. Temos uma boa criação e o pessoal do escritório, principalmente o Rodrigo (empresário), sentava para explicar, para ensinar, para chorar. Quando nós ficávamos putos, ele era o cara que tinha paciência em dobro. Por mais trabalho que déssemos – de não entender, de sermos brutos ou ásperos nas palavras, ele sempre teve paciência. Então, acho que se o sucesso tivesse acontecido no começo, eu e o Rodrigo íamos sofrer e fazer algumas pessoas sofrerem também. Aprendemos que o tempo é de Deus, o tempo não é nosso. E foi muito difícil nós entendermos isso! O Rodrigo sempre usou o Bruno (da dupla Bruno & Marrone) para explicar como as coisas funcionam porque nós éramos relaxados. Principalmente eu. Eu não entendia a importância disso. Eu chegava atrasado para entrevistas porque achava que era normal. E o Rodrigo dizia que eu podia esperar, mas o jornalista não.

Quais os próximos passos?

Rodrigo: Queremos entrar no Nordeste até o fim do ano. O ano que vem é o ano de colher o resultado do DVD. Faz só cinco meses que lançamos o DVD. E demoramos tanto tempo para gravar justamente por conta do repertório porque não queríamos que fosse descartável…O DVD tem muita música boa de show e muita música para trabalhar nas rádios, entendeu?

George Henrique: Música boa você não acha da noite para o dia. Demora. E muitos artistas acham duas e já gravam o DVD e aí fica o DVD só com duas músicas e capa bonita. Aí lança o DVD e já começa a pensar no próximo. As grandes bandas – como Coldplay e Metálica – demoram dois, cinco, dez anos para lançar um novo álbum e no Brasil é essa agonia.

Rodrigo: Tá certo que no Brasil as rádios funcionam de uma outra forma também, elas cobram novidades e se a música não teve o resultado esperado, eles já querem trocar.

Vocês acham que a rádio ainda é importante para divulgação da música de vocês ou agora é a vez da internet?

Rodrigo: A internet dá oportunidade, mas as rádios ainda são o principal meio de divulgação dos artistas porque é ela que faz o caboclo querer buscar sua música na internet. As pessoas não buscam do nada sua música na internet. Ele ouve uma música nossa na rádio e depois vai procurar.

George Henrique: A internet só atinge quem está na internet. E tem muita gente de outras classes sociais que não estão nela. E tem muito lugar que você vai quem nem tem sinal de internet. É a mulher que está limpando o apartamento, passando uma roupa, o cara que está na obra. Eles estão com o rádio ligado e não com o celular na mão usando a internet. E são essas pessoas que ligam nas rádios e pedem a nossas músicas. Esses são os fãs apaixonados.

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