Widget Image

Comercial e Media Training

Cecília Amaral

cecilia@musicapopularsertaneja.com

(11) 99183-8272

Sugestões de pauta

Cristiane Bomfim

cristiane@musicapopularsertaneja.com

(11) 99453-8127

Mídia Kit

HomeOpiniãoLucas Lucco estreia em São Paulo, mas não surpreende

Lucas Lucco estreia em São Paulo, mas não surpreende

Lucas Lucco estreia em São Paulo, mas não surpreende

Por: Cristiane Bomfim | Data: 2 de julho de 2013

O empresário Rodrigo Byça sabe de cor a data em que conheceu Lucas Lucco. Na noite de 30 de novembro de 2011, ele percorria com os olhos suas redes sociais antes de dormir quando encontrou em sua linha do tempo no Facebook um vídeo postado pelo cantor. Apertou o botão ‘play’ e ficou arrepiado com a música “Amor Bipolar”. Ouviu umas quatro ou cinco vezes seguidas para se certificar de que realmente tinha gostado da música. Pediu ainda para que sua mulher – que estava quase dormindo – desse uma opinião. “Ela disse que era diferente e que tinha gostado”. Byça já conhecia Lucas Lucco, que trabalhava como promoter de alguns eventos. Ao “Só não sabia que ele cantava”, conta o empresário.

Foi tudo muito rápido na carreira de Lucas Lucco. Em um ano e sete meses, o nome ainda desconhecido em São Paulo virou fenômeno na internet e já atrai multidões de meninas enlouquecidas em seus shows em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Foi apadrinhado pela dupla Israel e Rodolffo. E não parou por aí. O cantor encantou Sorocaba e seu parceiro Fernando. O dia em que a breve carreira de Lucas Lucco teve a chance de tomar proporções nacionais também não sai da memória de Rodrigo Byça: 4 de outubro de 2012, durante uma apresentação em Palmas, no Tocantins. “Eu sabia que o Sorocaba ia gostar do Lucas”, diz o empresário. A sociedade foi efetivada após algumas conversas e desde o início de 2013, Lucas Lucco faz parte da FS Produções Artísticas ao lado de Thaeme e Thiago, Marcos e Belutti, Inimigos da HP e Mateus e Cristiano.

“Eu acho que ele traz uma linguagem diferente, que ele tem uma pegada que não tem no mercado e que ele é um artista que traz novos ares para a música sertaneja. Com essa pegada do arrocha que ele faz muito bem, do jeito dele cantar, da dança. Acho que ele vai se destacar”, afirmou Sorocaba ao blog no dia 1º de junho.

A primeira apresentação do cantor na capital paulista ocorreu na quarta-feira, dia 26. O local escolhido foi a casa noturna Wood’s, na zona sul, que tem a dupla Fernando e Sorocaba como sócios. O simpático mineiro de 22 anos, 1 metro e 86 centímetros de altura, corpo malhado e sorriso de comercial de creme dental conseguiu lotar a casa e arrancar suspiros das mulheres no show de lançamento do seu primeiro CD intitulado “Nem te Conto” que tem as participações de Israel e Rodolffo (em “Previsões”), Fernando e Sorocaba (em “Foi Daquele Jeito”) e Mr. Catra (em “Princesinha”). “Me preparei muito para o show. É diferente cantar em São Paulo”, contou no camarim. Mas não conseguiu impressionar no palco.

No repertório animado, prevalecem letras quase adolescentes – que falam de pegação. Exemplo é o refrão de “Foi Daquele Jeito”: Vish, perfeito!/Foi tapa na bunda/Na cara/Puxão de cabelo/Na cama/No chão e no banheiro/Foi daquele jeito!” Na canção “Nem te Conto”, ele brinca com o fato de a namorada ser uma loucura na cama. E por aí vai. Nada de muito elaborado. Talvez por isso, ele tenha chamado tanta a atenção na internet. Com mais de 4 milhões de visualizações no YouTube, “Princesinha” foi uma das poucas músicas cantadas pelo público. Isso porque em muitos momentos do show é impossível entender o artista está cantando, como aconteceu em “Pac Man” e “Na Horizontal”.

“Muita gente não gostava da dicção do Luan Santana no começo da carreira. A voz dele amadureceu, mas eu acho que ele tem um estilo vocal próprio. E o Lucas Lucco, se cantar na lua, você vai saber que é ele quem está cantando”, defende Sorocaba. Mas o ‘S’ arrastado pode estar com os dias contados: as aulas na fonoaudióloga começam em breve.

Apesar do primeiro álbum ter um perfil animado, com um papo jovem – muitas vezes adolecente -, Lucas diz que é romântico e que se surpreendeu com o resultado do trabalho

Os números de Lucas Lucco:

391.730 “curtidas” no Facebook
141.662 seguidores no Instagram
100.609 seguidores no Twitter
Média de 20 shows por mês.
Nenhuma sexta ou sábado livres até o carnaval de 2014

Leia a entrevista:

Você começou bombando na internet, como foi isso? Era uma coisa consciente?
R. Não. Fiz uma coisa que me surpreendeu muito. Porque eu lancei a música “Plano B” como todo mundo faz, principalmente no estado do Goiás. As músicas vão caindo na internet toda hora e tal. E eu gravei a música no estúdio e coloquei na internet com uma fotinho minha. Tava de lado e nem me mostrava muito. E ela começou a gerar muita visualização de repente e eu vi que a música era boa. Foi ai que eu percebi isso. Lancei outras e outras e a coisa foi crescendo. A única coisa que eu sempre pensei foi na hora de compor as músicas. Na hora da composição eu procuro mostrar a rotina das pessoas. E acho que é por isso que a música deu tão certo. Eu penso no que as pessoas gostariam de ouvir, eu penso que o refrão pode ser colocado nas redes sociais.

E você sempre foi cantor sertanejo?
R. Sempre fui. Mas quando eu era mais novo, eu cantava em barzinhos e cantava MPB e Pop Rock. Como eu nasci no meio de radialistas, sempre tive várias referências musicais, que vão do sertanejo até a música internacional. E eu acho que isso também ajudou bastante na minha identidade.

Aquela foto que tem na internet de cabelo comprido é você mesmo?
R. Sim, sou eu. Eu era mais novo e era compositor, meu pai gravou um CD com uma musica só. Era uma música romântica que chama “50 por cento” e começou a distribuir na minha cidade. Tocou até na rádio porque meu pai trabalhava lá.

Isso te ajudou na carreira?
R. Claro. Meu pai ter feito esse CDzinho com a simplicidade dele mostrou que ele acreditava em mim de alguma forma, que isso podia dar certo um dia. E deu certo. E mostrou que minha família acreditava no meu trabalho e no meu potencial.

O que te fez ir para o sertanejo?
R. Sempre gostei. Por eu ser do interior, tem mais essa coisa do sertanejo. E meu pai acreditou em mim como cantor, independentemente do eu fosse cantar. Ele me apoiou como artista. Acho que o meu lado compositor falou mais alto para o lado sertanejo. Quando eu comecei a compor bastante, quando eu estava na faculdade, eu estava ouvindo muito sertanejo. Eu sempre gostei muito. E eu acho que consegui misturar as outras referências que eu sempre tive.

Mas é esse sertanejo novo que você ouve ou você gosta do mais clássico também?
R. Do mais antigo também. Eu sempre ouvi Zezé di Camargo e Luciano. Meu pai sempre colocou para ouvirmos Chitãozinho e Xororó quando íamos para o sítio. Mas eu também nunca deixei de ouvir Charlie Brown Jr., Cold Play, Abba, U2.

De sertanejo universitário, o que você ouvia na faculdade?
R. Quando começou o lance do Cesar Menotti e Fabiano eu já era fã, depois veio Jorge e Mateus, João Bosco e Vinícius. Aí, na faculdade, vieram os mais novos como Kléo Dibah e Rafael que eram uma dupla da mesma cidade onde eu fazia faculdade e compunha junto comigo de vez em quando.

Você compõe desde quando e como começou essa história de compor?
R. Comecei a fazer aula de violão com 10 anos. Eu comecei a fazer aula de canto também e cantava no coral da escola de música. Quando eu comecei a aprender os primeiros acordes de violão, eu queria poder mostrar para o meu pai e para minha mãe que eu conseguia fazer as minhas próprias músicas. Foi aí que eu fiz a minha primeira musiquinha que é “50 por cento” e ai meu pai já me levou para um estudiozinho e gravamos. E eu sempre gostei muito de compor.

Quais suas influências para montar o álbum “Nem te conto”?
R. Nesse primeiro álbum, eu fiz uma mistura de tudo. Porque tem bolero na última faixa. Tem arrocha, tem vanera, tem de tudo. Tem um pouco de rock. Acho que os próximos trabalhos vão ser muito diferentes e eu acho que a minha cara é essa. Eu consegui fazer, quase sem querer, um lance muito meu. Tanto nas letras das composições, quanto nos arranjos. Porque eu entro no estúdio com a banda, eu produzo o CD, as músicas. Tudo que tem ali, tem meu dedo. Desde a iluminação do show e o cenário, os teatrinhos… eu coloco a minha mão. Dá muito trabalho, mas eu acho que vale a pena porque eu coloco a minha identidade. Então esse CD é uma mistura de muita coisa e várias referências que mesmo inconscientemente eu tenho e coloquei ali dentro.

Este é um CD muito mais animado do que romântico. Esse vai ser seu estilo?
R. Eu me surpreendi muito, sabe? Porque eu costumava ser muito mais romântico, sabe? Para compor. Tanto é que eu tenho muito mais músicas românticas que animadas. Ai quando eu vi que “Plano B”, que era um arrocha que começou a gerar um bafafá, eu comecei a querer fazer mais músicas neste estilo, ou seja, animadas. E tanto que o CD é quase todo autoral. E daí, eu sei lá, pelo meu show ser muito animado, eu achei que meu CD também tinha de ser uma coisa mais pra cima e não tão romântica. Eu acho que um show romântico demais não cabe. Eu fiz o que eu achei que ia gostar de ouvir.

Fernando e Sorocaba te deram alguns toques sobre o CD?
R. Nesse CD não, porque o repertório eu já tinha montado quando entrei na FS Produções. E esse CD foi engraçado porque eu só tive a ajuda da minha banda e de alguns dos meus empresários para fazer esse repertório desse CD. Eu peguei as minhas músicas e uma ou duas de compositores amigos meus. E eu estava meio com receio de perguntar. E fizemos meio de sopetão.

E esse CD tem a participação especial de Israel e Rodolffo…
R. O primeiro escritório que eu tive – o Santafé Produções – é do Israel e Rodolfo. Eu já tinha pedido para eles participarem de “Previsões”, que era a música que eu mais gostava. Ai eles aceitaram. Foi a primeira participação que eu tive com artistas grandes…

Como foi da internet até a profissionalização?
R. Eu morava em uma república em Pato de Minas com mais três amigos. Eu fazia (faculdade de) Publicidade. Estudei até o terceiro período. E eu não gostava da ideia de gravar um vídeo e colocar na internet e essas coisas, mas sempre cantava minhas músicas para os meus amigos. E eles perguntavam porque eu não gravava um vídeo e colocava na internet. Ai gravamos o vídeo e colocamos internet. E o meu primeiro empresário – o rodrigo Byça – viu esse vídeo. Ele me mandou uma mensagem dizendo que queria conversar comigo. E eu achei que ele queria me contratar para fazer estágio, porque ele tem uma empresa de publicidade. Mas ele disse que queria me empresariar, que tinha visto meu vídeo e tinha mostrado para a esposa dele e amigos e que todos curtiram. Aí a coisa foi andando. No começo, meus pais acharam meio estranho. E eu estava saindo dessa vida de modelo no meio do estudo e tinha acabado de receber uma proposta para viajar para o exterior ao mesmo tempo. Deus colocou dois caminhos para escolher e eu meio sem entender essa coisa de cantar profissionalmente. E meu pai me incentivou. A música era “Amor Bipolar” e não esta na net mais.

Você achava que cantava bem?
R. Eu sempre confiei muito em mim. Sempre achei eu era diferente porque eu vivo desde pequeno esse lance artístico e de música. Sempre achei que fosse fazer algo diferente, mas não necessariamente na música. Sempre compus músicas legais. Sempre tive um desejo muito grande de ser cantor, mas achava que era tanta gente e tão difícil, que era melhor eu ficar no meu cantinho, fazendo minhas músicas. Aí eu conheci o Rodrigo e depois o Israel e Rodolffo. E o Rodrigo (empresário) me dizia que tinha certeza que o Sorocaba ia gostar de mim. E tudo, tudo, tudo, aconteceu do jeitinho que o Rodrigo falou. Muito maluco isso.

Gostou? Compartilhe
Rate This Article

cristianebomfimsantos@gmail.com

Deixe seu comentário abaixo

Deixe um comentário

Versão Desktop