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“Onze Mil Horas”, sobre Cristiano Araújo, é um livro de saudade

“Onze Mil Horas”, sobre Cristiano Araújo, é um livro de saudade

Por: Cristiane Bomfim | Data: 2 de outubro de 2016

Onze Mil Horas” não é uma biografia e nunca teve essa pretensão. É um livro de saudade: parcial e repleto de boas lembranças. E é essa parcialidade somada a uma escrita leve e em primeira pessoa que nos leva para os bastidores dos grandes shows e programas de TV por onde o cantor Cristiano Araújo passou entre março de 2014 e seu último show, em junho de 2015.

Livro "Onze Mil Horas" reúne histórias pessoais e 220 imagens de Cristiano Araújo nos bastidores

Livro “Onze Mil Horas” reúne histórias pessoais e 220 imagens de Cristiano Araújo nos bastidores

Lançado em junho deste ano pela editora Kelps, “Onze Mil Horas” conta a história do cantor goiano pela ótica de Flaney Gonzallez, autor do livro. Do primeiro dia de trabalho como fotógrafo do cantor até o início do novo trabalho com a dupla Henrique & Juliano, as 394 páginas são como um diário. O título faz referência ao número de horas que o autor passou ao lado de Cristiano Araújo. A rotina de trabalho aproximou o artista e o fotógrafo. E em cada página as descobertas de Flaney sobre o cantor – da timidez para fazer novas amizades até o gosto pelo futebol de segunda – vão traçando as impressões.

“O livro nasceu da necessidade de eternizar uma história que eu contava repetidamente. Eu contava para amigos, para fãs, para pessoas com quem eu trabalho que me perguntavam como era viver ao lado do Cristiano”, explicou Flaney ao Música Popular Sertaneja.

Cristiano era um cara tímido – que tinha em seu produtor Rafael Vanucci a simpatia e a desenvoltura para iniciar conversas que ele sozinho não conseguiria – e simples. “O futebol de segunda, seus dois filhos, sua namorada, voltar para casa, dormir e jogar videogame. Talvez tivesse algumas coisas a mais em seus dias de folga onde eu não estava presente, mas durante 80% de sua vida, as únicas coisas que o empolgavam eram essas” (pag. 67).

By Flaney Gonzallez

By Flaney Gonzallez

O cantor também não gostava quando em seus shows, os camarotes e áreas VIP ficavam em frente ao palco, fazendo com que seus fãs de verdade ficassem no fundo dos recintos. “Os meus fãs de verdade que na maioria das vezes não têm condição de ficar aqui na frente, ficam lá atrás, eu me assistindo de longe, e eu não consigo nem fazer o show direito para eles porque tenho que ficar tirando selfie o tempo todo no palco. Tnc com esse trem…” (pag.138).

Escrito de dezembro de 2015 a janeiro de 2016 – em dias alternados –, “Onze Mil Horas reúne ainda 220 fotos que foram divididas em dois blocos. São registros que vão da hora da maquiagem até as trocas de mensagens no WhatsApp ou ainda as brincadeiras com a equipe. “A escolha das imagens foi o que me deu mais trabalho. Tenho 4 terabytes em imagens, que devem dar 300 mil fotos. Oito mil já foram editadas”, explicou.

A memória ainda fresca ajudou para que em pouco tempo as páginas de Onze Mil Horas fossem preenchidas, mas também contribuiu para que reavivar o fim de uma história de sucesso de forma trágica. “Precisei vasculhar minha mente para detalhar os últimos dias e horas e fiquei muito mal”, lembrou.

“Minha vida mudou muito. Eu mudei muito. Mudei o meu jeito de fotografar, de lidar com situações difíceis. Eu também mudei. Sou pai, estou mais velho e tudo o que mais quero, quando estou na estrada, é voltar para casa”, desabafou o fotógrafo que já fotografou mais de 400 shows, 12 capas de discos e 14 DVDs, além de ter imagens publicadas em sites como Caras, G1, jornal O Popular, entre outros.

Onze Mil Horas” pode ser comprado no site de mesmo nome por R$ 59,90 ou em livrarias como Cultura e Saraiva.

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